segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Ela

Ela chegou aqui já faz alguns meses. Sem muita cerimônia se instalou e ocupou seu espaço em minha cama. E desde então, temos passados várias e várias noites juntos, abraçados, entrelaçados, rolando a cama inteira durante toda a noite. 

Um só travesseiro. O mesmo lençol. Vinho. Livro. Estes tem sido os nossos companheiros nas nossas longas noites.

Ela é assim. Não pede permissão para entrar. Não preciso chamá-la. Ela simplesmente vem.

As noites em que ela não aparece, devo confessar, não sinto sua falta. Mas as noites em que ela chega são sempre intensas, mas não tão divertidas.

O que sinto por ela? Não sei. É estranho. Mesmo estando só, quando ela não vem, não sinto sua falta. Quando ela vem, meu maior desejo é que ela vá embora.


Eu detesto a Insônia.

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